quarta-feira, 7 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
SUBURBIA CHEGOU!!!
por Tatiana Tiburcio
E chegou chegando trazendo em seu primeiro capítulo uma série de questões étnicas, sociais e culturais absolutamente importantes para todo cidadão, mas principalmente para o povo negro brasileiro no que diz respeito à possibilidade de mudança de alguns estereótipos limitadores e castradores.
Quando pensamos na característica barroca e lírica do trabalho de Luiz Fernando, imaginamos que no primeiro momento do capítulo, ainda nas minas de carvão, veríamos todo o lado fantástico da narrativa de uma menina que quer conhecer uma cidade que tem um morro todinho de pão de açúcar e tem uma égua Branca como a neve, de crina comprida e ondulada que se chama Rapunzel. No entanto, somos surpreendidos por uma visão completamente diferente. A situação é real! Possível! Sofrida. Todo o lirismo e o tom fantástico esta onde deveria estar dentro da proposta apresentada: na situação em si. Na narrativa. Na história. O que prepara todo o tom da série que tem como um de seus objetivos mostrar a beleza e a poesia existentes na realidade – mesmo que sofrida e privada de privilégios – do negro brasileiro aqui representado pelo negro do subúrbio carioca.
Já nesse primeiro momento a imagem nos apresenta o contraste a ser tratado. As cores que representam os universos a serem representados – o negro do carvão, do lugar e o branco da égua Rapunzel. Porém o mais interessante é a metáfora presente nesses elementos. Nessa égua, por exemplo, que só é capaz de ver o mundo e entende-lo e admirá-lo através da escuridão. Do negrume da noite. Sartre disse uma vez que “um branco não poderia falar convenientemente a seu respeito (da negritude), porquanto não possui experiência interior dela”. Ou seja, Suburbia nos convida a entender através da metáfora de Rapunzel, que somente se colocando no lugar do negro, somente enxergando através de seu olhar é que poderemos compreender a sua dor, a sua alegria e a sua forma de ver o mundo.
Um sobrevivente feliz, mas consciente (com diversos níveis de consciência) da sua condição. O negro como um transformador vitorioso da realidade que o cerca. Uma realidade dura e sofrida disfarçada pela falsa benesse do sujeito branco que, com o pretexto de ajudar uma criança abandonada, enfia-lhe um avental para que seja sua empregada na casa grande dos dias atuais em troca de comida e abrigo como podemos ver na relação entre Conceição ainda menina e a patroa Silvia –sinhá. E de seu namorado –sinhô que tenta fazer uso de sua peça já crescida quando o desejo lhe aflora.
Subúrbia esta apresentando outro olhar sobre muitas verdades pré estabelecidas. Cabe ao branco ser Rapunzel. E ao negro se identificar e acreditar que ele é. Que ele pode. Que ele consegue, pois como disse o mestre:
“a liberdade jamais e dada pelo opressor ela tem que ser conquistada pelo oprimido.”
Martin Luther King
Martin Luther King
sábado, 3 de novembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
RESULTADO DE SELEÇÃO PARA O III CICLO DE LEITURA DRAMATIZADA
ATENÇÃO!!!!
O projeto NEGRO OLHAR III CICLO DE LEITURA DRAMATIZADA informa que:
Por falta de acordo entre as partes (Correios e Produção), a terceira edição do projeto não mais será realizada no Centro Cultural dos Correios RJ. Sua data e local de realização esta suspensa até a segunda ordem. No entanto, informamos que os selecionados no edital de autores permanecerão os mesmos. Quanto ao edital de atores e diretores, a seleção será mantida apenas com os inscritos até o dia 10 DE DEZEMBRO. Não será aberta nova seleção para mais inscritos.
O resultado da seleção será divulgado no blog do projeto e via email (aos selecionados) assim que anunciarmos um novo local e data para realização do evento.
Agradecemos a participação e compreensão de todos.
Att
Equipe Negro Olhar
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